segunda-feira, 6 de junho de 2016

O destino de Sandor Clegane nos livros | Game of Thrones

No episódio que foi ao ar nesse ultimo domingo, 05 de junho, tivemos a volta do Sandor Clegane, também conhecido como Cão de Caça, mas quem leu sabe que o destino dele no livro foi diferente.
Por isso, achamos relevante mostrar pra quem não leu a diferença na historia e relembrar quem já conhece. 

Como vocês sabem, ele era escudeiro do príncipe Joffrey, mas abandonou tudo depois da batalha contra Stannis Baratheon. Confira agora a parte do livro que define esse personagem e que também mostra o seu destino.



BRIENNE VI

— Arya Stark? — Brienne ficou boquiaberta, espantada. — Você sabia disso? A irmã da Senhora Sansa está viva?
— Então, — disse o Irmão Mais Velho. — Agora ... Eu não sei. Ela pode ter sido morta entre as crianças nas Salinas.
 As palavras foram uma facada em sua barriga. Não, Brienne pensou. Não, isso seria muito cruel. — Pode ser que... o senhor queira dizer que não tem certeza... ?
— Estou certo de que a criança estava com Sandor Clegane na pousada ao lado da encruzilhada, aquela onde a velha Masha Heddle costumava ficar, antes dos leões a terem enforcado. Estou certo de que estavam a caminho de Salinas. Mais que isso... não. Eu não sei onde ela está, ou mesmo se ela vive. Há uma coisa que eu sei, no entanto. O homem que você busca está morto.

 Ela teve outro choque. — Como ele morreu?
— Pela espada, como ele tinha vivido.
— Você sabe disso com certeza?
— Eu mesmo o sepultei. Eu posso lhe dizer onde está seu túmulo, se você desejar. Eu o cobri com pedras para impedir os comedores de carniça de comer a sua carne, e coloquei o seu elmo em cima do monte de pedras para marcar o seu lugar de descanso final. Esse foi um erro muito grave.
Alguns outros viajantes encontraram o meu marcador e o reclamaram para si mesmos. O homem que estuprou e matou em Salinas não foi Sandor Clegane, embora ele possa ser tão perigoso quanto. As terras ribeirinhas são cheias desses carniceiros. Eu não vou chamá-los de lobos. Os lobos são mais nobres do que isso... e assim são os cães, eu acho.
 — Eu sei um pouco a respeito desse homem, Sandor Clegane. Ele foi o escudeiro do Príncipe Joffrey por muitos anos, e mesmo por aqui podemos ouvir falar de suas obras, tanto boas como ruins. Se metade do que ouvimos for verdade, essa era uma alma amarga, atormentada, um pecador que zombava tanto dos deuses quanto dos homens. Ele serviu, mas não encontrou nenhum orgulho em serviço. Ele lutou, mas não tomou nenhuma alegria na vitória. Ele bebeu, para afogar a sua dor em um mar de vinho. Ele não amava, nem amava a si mesmo. Foi o ódio que o guiou. Apesar de ter cometido muitos pecados, ele nunca pediu perdão. Onde outros homens sonharam encontrar o amor, ou riqueza, ou a glória, este homem Sandor Clegane sonhou em matar seu próprio irmão, um pecado tão terrível que me faz tremer só de falar dele. Esse foi o pão a alimentá-lo, o combustível que manteve suas chamas queimando. Ignóbil como foi, a esperança de ver o sangue de seu irmão sobre sua lâmina foi tudo pelo qual viveu essa triste e colérica criatura... e mesmo isso foi tirado dele, quando o príncipe Oberyn de Dorne apunhalou Sor Gregor com uma lança envenenada.

— Você fala como se tivesse pena dele, — disse Brienne. — Eu tive. Você também teria pena dele, se o tivesse visto em seu final. Deparei-me com ele no Tridente, guiado por seus gritos de dor. Ele me implorou pelo golpe de misericórdia, mas estou jurado a não matar novamente. Em vez disso, banhei sua testa febril com água do rio, e dei-lhe vinho para beber e um cataplasma para sua ferida, mas meus esforços foram insuficientes e tardios demais. O Cão de Caça morreu ali, nos meus braços. Você deve ter visto um garanhão negro nos nossos estábulos. Esse era o seu cavalo de batalha, Estranho. Um nome blasfêmico. Nós preferimos chamá-lo de Driftwood, já que ele foi encontrado as margens do rio. Temo que ele tenha a natureza de seu antigo mestre. O cavalo. Ela esteve no estábulo, ouviu os seus coices, mas ela não tinha entendido. Garanhões eram treinados para dar coices e morder. Em uma batalha eles eram armas, como os homens que os montavam. Como o Cão de Caça.

— É verdade, então, — ela disse sombriamente. — Sandor Clegane está morto.
 — Ele descansou. — O Irmão Mais Velho fez uma pausa. — Você é jovem, criança. Eu já contei quarenta e quatro aniversários... o que é mais que o dobro da sua idade, eu acho. Você ficaria surpresa ao saber que eu já fui um cavaleiro?

 — Não. Você se parece mais com um cavaleiro do que com um homem santo. — Isto é demonstrado por seu peito e ombros, e através de sua mandíbula larga e quadrada. — Por que você desistiu de ser cavaleiro?

 — Eu nunca escolhi isso. Meu pai era um cavaleiro, e seu pai antes dele. Assim foram cada um de meus irmãos. Fui treinado para a batalha desde o dia em que fui considerado com idade suficiente para segurar uma espada de madeira. Eu vi a minha parte nisso, e não me desgracei. Eu tive mulheres também, e então eu fiz minha desgraça, pois algumas eu tomei pela força. Houve uma garota com quem eu desejava me casar, a filha mais jovem de um senhor de pequenas posses, mas eu era o terceiro filho de meu pai e não tinha nem a terra nem a riqueza para oferecer-lhe... apenas uma espada, um cavalo, um escudo. E em geral, eu era um homem triste. Quando eu não estava lutando, estava bêbado. Minha vida foi escrita em vermelho, de sangue e vinho.

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Entenda a relação entre Samwell Tarly e seu pai | Game of Thrones

Vocês assistiram o episódio que foi ao ar neste ultimo domingo, dia 29 de maio? Viram como o velho Tarly pode ser pior do que a descrição que o Sam fez em episódios passados? Sentados à mesa de jantar, Randyll Tarly despeja todo desprezo que sente pelo filho, o humilhando na frente da família. Algo que causou revolta, já que Samwell é um dos personagens mais querido dos fãs.


Samwell Tarly é o filho mais velho do Lorde Randyll Tarly de Monte Chifre, um vassalo dos Tyrell de Jardim de Cima. Embora seja gordo, tímido e inseguro, ele é muito inteligente e atencioso.
Separamos um pedaço do livro em que explica porque desse ódio do pai para o filho e como Sam foi parar na Patrulha da Noite. Confira:

Jon Snow escutou em silêncio, e ficou sabendo como foi que um covarde confesso veio parar na Muralha. Os Tarly eram uma família antiga na honra, vassalos de Mace Tyrell, Senhor de Jardim de Cima e Protetor do Sul. Como filho mais velho de Lorde Randyll Tarly, Samwell nascera herdeiro de ricas terras, uma fortaleza forte e uma grande espada cheia de histórias chamada Veneno de Coração, forjada de aço valiriano e passada de pai para filho havia quase quinhentos anos.

Mas todo o orgulho que o senhor seu pai poderia ter sentido com o nascimento de Samwell desapareceu quando o rapaz cresceu roliço, mole e desajeitado. Sam gostava de ouvir música e criar as próprias canções, vestir suaves veludos, brincar na cozinha do castelo ao lado dos cozinheiros, absorvendo os cheiros doces enquanto ia roubando bolos de limão e tortas de mirtilo. Suas paixões eram os livros, os gatos e a dança, mesmo desastrado como era. Mas ficava doente à vista de sangue e chorava até ao ver uma galinha ser morta. Uma dúzia de mestres de armas chegou e partiu de Monte Chifre tentando transformar Samwell no cavaleiro que o pai desejava. O rapaz recebeu insultos e bengaladas, bateram-lhe e fizeram-no passar fome. Um homem o obrigou a dormir vestido de cota de malha para deixá-lo mais belicoso. Outro vestiu-lhe a roupa da mãe e o obrigou a percorrer o muro exterior do castelo, a fim de lhe incutir valor através da vergonha. Mas ele só foi se tornando mais gordo e mais assustado, até que o desapontamento de Lorde Randyll se transformou em ira, e a ira em desprezo.

 - Uma vez - confidenciou Sam, com a voz transformada num murmúrio - vieram dois homens ao castelo, bruxos de Qarth, de pele branca e lábios azuis. Mataram um auroque macho e obrigaram-me a tomar banho no sangue quente, mas isso não me deu a coragem que tinham prometido. Fiquei doente e com vômitos. Meu pai mandou açoitá-los.

 Por fim, depois de três meninas em outros tantos anos, a Senhora Tarly deu ao senhor seu esposo um segundo filho. Desse dia em diante, Lorde Randyll ignorou Sam, dedicando todo seu tempo ao rapaz mais novo, uma criança feroz e robusta, mais a seu gosto. Samwell conheceu vários anos de uma doce paz, com sua música e seus livros.

 Até a madrugada do décimo quinto dia do seu nome, quando foi acordado e lhe apresentaram o cavalo selado e pronto. Três homens de armas o acompanharam até um bosque próximo de Monte Chifre, onde o pai esfolava um veado. "Você é agora quase um homem feito, e o meu herdeiro", disse Lorde Randyll Tarly ao filho mais velho, enquanto ia tirando a pele da carcaça.

"Não me deu motivo algum para deserdá-lo, mas também não lhe permitirei herdar a terra e o título que devem pertencer a Dickon. A Veneno de Coração deve passar para as mãos de um homem suficientemente forte para brandi-la, e você nem é digno de lhe tocar o punho. Portanto, decidi que hoje anunciará seu desejo de vestir o negro. Irá renunciar a qualquer pretensão à herança do seu irmão e partirá para o norte antes do cair da noite. Se assim não fizer, então amanhã teremos uma caçada, e em algum lugar nesses bosques seu cavalo tropeçará e você será atirado da sela para a morte... ou pelo menos será isso que direi à sua mãe. Ela tem um coração de mulher, encontra nele lugar até para estimá-lo, e não tenho nenhum desejo de lhe causar desgosto. Mas que não passe por sua cabeça que será realmente assim tão fácil se pensar em me desafiar. Nada me dará mais prazer que caçá-lo como o porco que você é." Seus braços estavam vermelhos até os cotovelos quando pousou a faca de esfolar. "E é assim. Sua escolha é esta. A Patrulha da Noite" o pai enfiou a mão no veado, arrancou-lhe o coração e apertou-o na mão, vermelho e a pingar, "ou isto”. Sam contou a história com uma voz calma e sem vida, como se fosse algo que tivesse acontecido a outra pessoa, não a ele. E estranhamente, pensou Jon, não chorou, nem mesmo uma vez. Quando terminou, ficaram sentados lado a lado escutando o vento por um tempo. Não havia mais nenhum som no mundo inteiro.

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Diálogo de Varys e Tyrion sobre o uso da magia | Game of Thrones


Assistindo o episódio 5 da 6ª temporada de Game of Thrones temos uma cena em que Tyrion e Varys conhecem uma Red Priestess, a Kinvara. Na conversa ela questiona sobre a voz que Varys escuta vindo das chamas quando suas partes mutiladas são queimadas. Podemos dizer que isso o deixou um pouco intimado? Talvez, veremos nos próximos episódios o que vai dar essa aliança. Mas tudo isso também nos remete a um outro diálogo que vimos entre Varys e Tyrion em episódios passados.


No segundo livro das Crônicas de Gelo e Fogo, Varys conta a Tyrion como ele foi cortado e que por esse motivo, repudia o uso de magia. Separamos essa parte pra você, que ainda não leu o livro, poder entender melhor. Confira:

Senhor, acredita nos antigos poderes?
- Fala de magia? - Tyrion perguntou com impaciência, fungando. - Feitiços de sangue, maldições,
metamorfismo, esse tipo de coisa? Quer sugerir que Sor Cortnay foi enfeitiçado até a
morte?
- Sor Cortnay tinha desafiado Lorde Stannis para um combate singular na manhã do dia
em que morreu. Pergunto: será este o ato de um homem perdido em desespero? Depois, há a
questão do assassinato misterioso e muito fortuito de Lorde Renly, precisamente no momento
em que suas linhas de batalha estavam se formando para varrer o irmão do campo - o eunuco fez
uma pausa momentânea. - Senhor, uma vez perguntou-me de que modo fui cortado,
- Lembro-me disso, Não quis falar do assunto.
- E continuo a não querer, mas... - aquela pausa foi mais longa do que a anterior, e quando
Varys voltou a falar sua voz estava de algum modo diferente. - Era um órfão, aprendiz numa
trupe errante. Nosso mestre possuía um barco pesqueiro pequeno e largo, e viajávamos de um
lado para o outro ao longo do mar estreito, atuando em todas as Cidades Livres e, de tempos
em tempos, em Vilavelha e Porto Real. Um dia, em Myr, um certo homem foi ao nosso espetáculo.
Quando terminou, fez uma oferta por mim que meu mestre achou tentadora demais para
recusar. Fiquei aterrorizado. Temi que o homem pretendesse me usar como ouvira dizer que os
homens usavam garotinhos, mas, na verdade, a única parte de mim que ele queria era meu órgão
viril. Deu-me uma poção que me deixou incapaz de me movimentar ou de falar, mas nada fez
para adormecer meus sentidos. Com uma longa lâmina em forma de gancho cortou-me raiz e
caule, sem parar de entoar cânticos. Vi-o queimar meus órgãos masculinos num braseiro. As
chamas ficaram azuis, e ouvi uma voz responder ao seu chamado, embora não compreendesse
as palavras que foram ditas. Quando ele acabou de fazer o que queria comigo, os pantomimeiros
tinham zarpado. Depois de servir aos seus propósitos, o homem já não tinha interesse em
mim, e botou-me na rua. Quando lhe perguntei o que devia fazer então, ele respondeu que achava
que devia morrer. Para contrariá-lo, decidi viver. Mendiguei, roubei e vendi as partes do corpo
que ainda me restavam. Em pouco tempo tornei-me um ladrão tão bom como qualquer outro
de Myr, e quando cresci aprendi que muitas vezes o conteúdo das cartas de um homem é mais
valioso do que o conteúdo de sua bolsa, Mas ainda sonho com aquela noite, senhor. Não com o
feiticeiro, nem com a lâmina, nem mesmo com o modo como meu membro viril contraiu-se enquanto
ardia. Sonho com a voz. A voz saída das chamas. Seria um deus, um demônio, um truque
qualquer de ilusionista? Não sei lhe dizer, e olhe que conheço todos os truques. Tudo o que sei
com toda certeza é que o homem chamou a coisa, e ela respondeu, e desde esse dia odiei a magia
e todos aqueles que a praticam. Se Lorde Stannis for um desses homens, desejo vê-lo morto.
Quando terminou de falar, cavalgaram em silêncio durante algum tempo. Por fim, Tyrion disse:
- Uma história pungente. Lamento.
O eunuco suspirou.
- Lamenta, mas não acredita em mim. Não, senhor, não é necessário pedir perdão. Eu estava
drogado e com dores, e tudo se passou há muito tempo e num lugar distante, do outro lado do
mar. Sem dúvida que sonhei aquela voz. Disse isso a mim mesmo mil vezes.
- Eu acredito em espadas de aço, moedas de ouro e na inteligência dos homens - Tyrion respondeu.
- E acredito que um dia existiram dragões. Afinal de contas, vi seus crânios.
- Esperemos que essa seja a pior coisa que veja, senhor.
- Nisso concordamos - Tyrion sorriu. - E quanto à morte de Sor Cortnay, bem, sabemos
que Stannis contratou mercenários das Cidades Livres. Talvez também tenha comprado um
assassino habilidoso.
- Um assassino muito habilidoso.

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Será que eu estou sozinha nesse mundo super lotado de pessoas sempre online? - Suh Riediger


A geração da rapidinha chegou. Foto bonita no Facebook, entra na página, vasculha o perfil, descobre quem é pai-mãe-melhor amigo-cachorro-casa de praia-onde passou o último verão-e quem foi a última namorada. Adiciona como amigo. Aceitou. Manda Inbox. Respondeu. 10 frases e passa o WhatsApp. -Oi, oi; por aqui é bem melhor. -E aí, o que vai fazer no fds? -Vou na “dasa” e vc? -Também. -Então nos encontramos lá. Alguns dias de ansiedade e chega a hora. Será que ele vai? Com que roupa eu vou? Batom vermelho? Acho que não rola amiga. Vai de nude, salto e saia. -Oi, oi; prazer, prazer. Beijos!!!! Beijos… Beijos sem muita conversa. Mas também, porque beijos precisam ser quase imediatos? Daí rola aqueles olhares sem muita profundidade. Vontade sem muito entusiamo. Mas o que podemos esperar de uma relação tão sem “relação”? Mas está bom, melhor que nada. Vida de solteira anda meio difícil não é mesmo? -Deixa que eu te levo em casa então.
No outro dia de manhã tem WhatsApp. Quem manda primeiro? Quem está mais interessado? Não, quem é mais maduro. Um oi e um tchau. Uma noite, duas noites… Uma semana e uma mudança de lua são suficientes para acabar. A regra das relações rapidinhas segue a mesma constância: acho que não era para ser. É alto demais, é loiro, não trabalha, tem poucos seguidores, vive na balada, gosta de comer milho na frente dos outros e tem uma família meio torta. “Nada”, isso é o que significa as características que usamos para terminar alguma coisa que mal teve a chance de começar. A gente corta as asas de quem nem aprendeu a voar ainda. As pessoas perderam o olhar longo, a jogada de cabelo… Perderam a emoção de um sms escrito “estou com saudades”. Será que ninguém mais tem vontade de olhar as estrelas sem pensar em mais nada além daquele momento? Com aquela pessoa? Será que eu estou sozinha nesse mundo super lotado de pessoas sempre online?
Parece que nada mais tem graça, parece que tudo anda meio vazio. Tudo é tão igual. A gente está perdendo a sutileza de saber o que significa se entregar, merecer, conquistar, estar, viver… Se perceber e se doar. Se amar e admirar a cor dos olhos do outro. A textura do cabelo, os ossinhos da mão e o jeito de andar rápido quando está atrasado. Sabe aquela voltinha na coluna que ninguém tem igual a ninguém? Ninguém mais repara nela. A gente existe por likes. Viaja por comentários, e vai para academia pelo espelho. A legging mais confortável perdeu espaço para a mais bonita. Essa é a lógica das relações de hoje: o que faz bem foi deixado de lado pela triste beleza do que faz mal. Eu tenho medo de pensar onde isso vai parar. Em um mundo onde se compra casamentos, seguidores, silicones, bocas carnudas e o perfect365 é de graça, eu fico pensando: será que um dia alguém ainda vai reparar quantos tipos de sorriso eu tenho?
Por: Suh Riediger

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A Carta de Ramsay Bolton | Game of Thrones

Quem está acompanhando a série Game of Thrones, com certeza viu no episódio 4 da 6ª temporada a cena em que Jon Snow recebe uma carta de Ramsay pedindo para que ele devolva Sansa. Bom, pra quem não leu, aqui vai a carta do livro. Logo em baixo também deixamos um vídeo com a versão da série.


“ Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha esposa.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com ele, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.”
— Ramsay Bolton, Legítimo Senhor de Winterfell